quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

petits pouvoirs



Mal vai, o poder autárquico democrático quando se inspira no modelo do presidente/regedor, herdado do estado novo. Tudo se resume á promoção e distinção pessoal a partir de uma corte fiel e disposta a colher benefício da promoção do “chefe”.
O endeusamento dos pequenos poderes, facilita a promoção social, enriquecimento imerecido, por ausência de mérito reconhecido e colectivamente aceite.
Agrava-se quando se junta a fome e a vontade de comer. Agremiam-se pessoas, com fome, em torno do interesse e necessidade de promoção social, e económica. Recrutam-se criaturas, com vontade de comer, dispostas a partilhar qualquer sobejo do manjar pontifício do “poderzinho”.
Mistura explosiva! A cobiça, a ganância, dominam a usura do discurso no debate e busca de soluções.
Vem isto a propósito da eleição das comissões politicas locais dos principais partidos políticos PS e PSD.
Torna-se relativamente fácil explicar a Rui Rio, a razão porque diminui a qualidade da representação local dos partidos. É evidente o alheamento e abandono, de quantos não estão dispostos a partilhar manjares alheios. Não têm fome, nem vontade de comer…uma chatice para os famintos predadores dos pequenos poderes!
Vejamos o PSD. Revela uma desestruturação evidente e assente num processo de concentração em torno de uma figura, que durante anos condicionou o debate, afastando ideias e de todos quantos se dispunham a tê-las…a ganância do manjar, reduziu-se a um único predador, que esgotadas as presas, condiciona o futuro da estrutura.
O PS?! Nunca foi um partido reconhecido, apesar da evidente preferência colectiva. Trata-se de reconhecimento, elemento essencial no exercício do poder. Podemos estar entre os melhores, não sendo reconhecidos, nunca serão capazes de exercer poder.    
A candidatura da mesma criatura, que já detém poder, ao lugar de controlador do debate e donde se espera a soma de contributos abrangentes e estimulantes para o exercício da sua própria função, é a negação da liberdade e revelação da vontade predadora do sustento de si próprio e preservação das sobras do manjar, para satisfação da alcateia por si liderada. Para os que apenas têm vontade, e neste caso, a necessidade de comer.
Perguntamos,
-eleger o presidente da camara (figura não reconhecida, reduzido á distribuição de sustento aos famintos), presidente da comissão politica do maior partido local, é um contributo democrático?
- será o ps de amanhã, idêntico ao psd de hoje?
- quererá o atual presidente de camara ter o mesmo destino do anterior? 
- onde fica o futuro e o  interesse coletivo? no polo empreendedor do slb?
Responderão os militantes do partido…os covilhanenses acompanham com apreensão o desenrolar, titubeantes entre a satisfação imediata da vontade de comer e serem capazes de partilhar um grande manjar para futuro.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

qual clarificação?!



Acompanhamos uma corrida á liderança do PSD, partido necessário á democracia, cujo lema muito assentava na necessidade de clarificação.
Dos resultados percebemos que de clarificador, ficou muito pouco. Uma campanha identitária de quem nada queria clarificar e assim foi. Era ajustado perceber se o PSD queria mesmo aproximar-se do debate e do interesse nacional, se o PSD é a voz de Hugo, vespinhada, rancorosa, sem conteúdo, desajustada do sentimento colectivo, enfim uma alterativa aos que objectivamente não acreditam no “bom momento” colectivo…
Não. O debate tornou-se fulanizado, quezilento em si mesmo amordaçado nos rancores e ódios pessoais. Resultado: uma clarificação da democracia aritmética. Um por cento, faz a diferença e isso basta…não, não basta…só a ganancia da má politica, aceita como boa esta interpretação e torna efémera a vontade popular…os quarenta e nove rapidamente passam a cinquenta e um e tudo deixa de fazer sentido…veja-se o brexit.
Registamos o resultado na Covilhã…saíram perdedores. Mais uma vez a exemplo do passado e das más lideranças locais, ficam na faixa contraria… ao jeito da mesquinhez que abunda e orienta fracos lideres.
Clarificação?! Qual??

O sismo de Arroiolos tamem foi sentido com muinta intensidade na Covilhã. De tal manera que o mamarracho de St. Antonio foi parar ao parque goldra. A Cambra jä disse que vai assegurar a estabilidade do mono e depois irá veindei lo à casa do benfica pra um ceintro de istágio em altitude


quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

e o confessionário no bordel?


O confessionário até podemos identificar, o bordel é que fica difícil de perceber…
Um vereador vai a uma comezaina, larga uma inconfidência. Obriga-se a uma desculpa…confundiu-se com o edifício! Afinal a direcção tem intenção?!… aqui há passarão!!!
Está abandonado!? O outro, botou um cubo num aeródromo abandonado…estes botam um grupo escolhido…que rica semelhança no dividir para reinar!!!
Quem abandonou o património??? Ambos!
O “like motive” é hilariante e pobre de espirito…um polo de empreendedorismo?! Brutal !!…só mesmo um ex-administrador da iubi, poderia encontrar o pc do jesus…
A camara tem parkurbis, polos nas freguesias, idearia, centro de inovação empresarial, a UBI tem incubadoras ao lado, o ubiMedical…ganda bagunça!!
Empreendedorismo a fartazana…agora o “polo empreendedor do benfica”!?… vamos nessa Pedro Guerra, a Covilhã nunca mais seria a mesma.
Falacioso espirito e argumento… se nos dissessem que queriam recuperar a sala/casino de jogo do SCC, como arauto da cultura covilhanense… um ginásio com sauna e massagens… enfim ! talvez se aproximasse do metier dos promotores…agora um polo de empreendedorismo ?! Não lembrava ao mais reles tanguista na beira do estádio.
Registamos e percebemos a tentativa, mais uma vez organizada, de esbulho ao colectivo …
As maiorias não se oferecem, confiam-se a troco do respeito dos eleitos.

PS: não fazemos esta reflexão contra ninguém, muito menos benfiquistas, fazemo-lo por indignação ao desrespeito pela inteligência covilhanense e especialmente á evidente deriva do interesse coletivo em favor da fulanização tentada pelos politicos dispicientes.


sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Covilhã…2017 o ano da repulsa…



Haverá por ai, quem faça muitos e bons balanços ao ano que termina.
Catástrofes, perdas, sucessos, enfim, ensaios para todos os gostos.
Nós, (eu e a minha consciência), neste espaço, apenas importa a Covilhã.
Seguramente, entre o muito de bom e de mau que haveria para destacar, para nós sobressai o acontecimento politico, as eleições de Outubro, até porque o tema nos interessou, interessa e interessará.
O acto eleitoral ficará na história como um momento de repulsa colectiva.
O voto não revelou a vontade democrática. Revelou o que não serve e não se quer em democracia.
Perante a evidência da maltrapilha intenção de ataque ao poder, ansiando por vinganças, alternativas manhosas, tiros nos pés da nossa cidade, ataques pessoais, incapacidade de edificar, o povo defendeu-se!
Votou numa maioria, não pela sua valia, mas para defesa e sua protecção do pior.
Um acto de coragem, uma escolha consciente do colectivo, “do mal o menos”…
Conscientemente sabia que não escolhia a solução, protegeu-se!
Terá custos? Certamente! Mas o conjunto das opções assim obrigaram.
O tempo dá-lhes razão. Em cidade de patrões falidos, acabamos por ter uma inovação. Políticos falidos. Despromovidos, resta-lhe a ambição de transferir as sessões de camara para o estabelecimento prisional. Quem paga deslocações para um lado, paga para outro.
De Lisboa chuva no molhado. Mais do mesmo. Falsas soluções. Imediatismo e desmando do sentido na coerência.
Do executivo eleito? Um saco de gatos. Desmando intelectual, incapacidade
e inabilidade politica. Não é sequer uma questão de ausência de liderança é a inexistência de orientação. Tudo é pouco para a avidez e ambição de cada gato.
O futuro? Teremos com toda a certeza. Os gatos morrem e a gateira permanece.
Cá continuaremos por muitos e bons anos, uma certeza… não estamos descansados e sabemos que deveremos estar empenhados e envolvidos na sua construção. Bom ano!